A COR DO MUNDO

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Um
ancião descansava num banco de madeira à sombra de uma árvore, quando foi
abordado pelo motorista de um automóvel:
- Bom dia, meu amigo!
- Bom dia!
- O senhor mora aqui?
- Sim, há muitos anos...
- Estarei vindo de mudança para cá e gostaria de saber
como é o povo daqui.
- Deixe-me perguntar-lhe uma coisa primeiro, como são
as pessoas lá da sua cidade?
- Ah! De onde venho o povo é gente boa, fraterna. Fiz
muitos amigos. Só estou saindo de lá por imperativos da profissão.
- O senhor é um homem de sorte, meu filho. Esta cidade
é exatamente igual a sua. Vai gostar daqui!
O forasteiro agradeceu e
partiu. Minutos depois apareceu outro motorista e tem a mesma conversa com o
ancião. O ancião, lançou-lhe a mesma pergunta:
- Como são as pessoas lá da sua cidade?
- Horríveis! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos,
arrogante! Não fiz um único amigo naquele lugar!
- Sinto muito, filho, você está sem sorte, pois aqui
encontrará exatamente o mesmo ambiente.
Um rapaz, que a tudo assistiu, não se conteve:
- Senhor, não pude deixar de ouvir as duas conversas...
como pode responder à mesma pergunta com duas respostas tão diferentes uma da
outra?
- Nós vemos e julgamos o mundo a partir da nossa
própria ótica, a partir do que nós mesmos somos. Uma pessoa fofoqueira, por
exemplo, de imediato enxergará todos os fofoqueiros da cidade; uma pessoa
agressiva, de imediato enxergará todos os agressivos deste lugar. O
primeiro homem enxergará as pessoas boas e fraternas deste lugar; o outro, bem,
enxergará os orgulhosos, os preconceituosos e os arrogantes. A cor do mundo,
portanto, depende da nossa ótica. O exterior estará sempre refletindo o que
levamos no interior.
(Autor Desconhecido)
Como nos diz a
Bíblia:
Mt.6:22-23 – “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus
olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso;23 se, porém, os teus olhos
forem maus, todo o teu corpo estará
em trevas. Portanto, caso a luz
que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!”

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