A CORUJA E A ÁGUIA

Fábula portuguesa, à qual se atribui o surgimento da expressão mãe coruja, pois aos olhos das mães os filhos são sempre perfeitos e lindos.

Disponível também em Áudio

     Conta-se que a Dona Coruja encontrou a Dona Águia, e disse-lhe: 

     - Olá, Dona Águia, se vires uns passarinhos muito lindos em um ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá não os coma, que são os meus filhos! 

     A águia prometeu-lhe que não os comeria e saiu voando; logo encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos filhotes. Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita: 

     - Ô, Dona Águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-os todos! 

     Ao que respondeu-lhe a águia: 

     - Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos feios, depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos, entendi que os teus não eram esses. 

     - Pois eram esses mesmos, lamentou-se a coruja. 

     - Pois, então, queixa-te de ti mesma, que é que me enganaste com a tua cegueira. 

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  Salmos 146:8  - "O SENHOR abre os olhos aos cegos, o SENHOR levanta os abatidos, o SENHOR ama os justos".

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