A goiabeira e o mamoeiro  

 

       Outro dia, num desses finais de tardes de verão, o tempo se fechou, tudo se escureceu e o vento inundou o quintal daquela casa.

      No quintal havia duas árvores: um mamoeiro e uma goiabeira. O vento balançava de forma diferente estas árvores, especialmente porque numa  das pontas dos galhos da goiabeira, uma rolinha tinha feito o seu ninho, e agora estava ela ali, apesar de toda aquela ventania, onde os galhos se dobravam em todas as direções com incrível força. Mas a rolinha nem se abalava, mas "descansava", firme naquilo que havia construído.

     E, no imponente mamoeiro, apenas as suas folhas balançavam, pois o seu caule grosso permanecia ereto, rijo, talvez orgulhoso por não se dobrar diante da força do vento.

     Porém, na manhã do dia seguinte, uma linda manhã de sol, o mamoeiro estava no chão: o seu caule, apesar de grosso, se rompeu e quebrou-se.  E a  goiabeira estava lá, intacta, abrigando a rolinha que sabiamente havia construído o seu ninho nos ramos da goiabeira.

  * * * * *

      Podemos tirar algumas lições deste quadro, que com certeza, são as maravilhas da natureza, mostrando a glória, a sabedoria e a vontade de Deus em nossas vidas.  

     (Sl 19- 2 a 4 – “Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som;  no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo”).

     Você já viu, alguma vez, um ninho construído em um pé de mamão? Pois eu nunca vi. Nunca vi quaisquer aves fazer ninho em pé de mamão...  Interessante: Deus fez as aves, que sem entendimento, edificam sempre em lugares seguros.

      Pensando nisso, eu lhe pergunto, nesta tarde: Onde está sendo construída a sua casa? Na rocha ou na areia?

     Davi, no Salmo 138 declara que " Deus atenta para o humilde, mas o soberbo Ele o conhece de longe".  Quantas vezes  temos sido como os mamoeiros ...   Como? Quando somos irredutíveis em nossas posições.  Não reconhecendo os nossos erros.  Não sabendo pedir desculpas  e perdão. Permanecendo no pecado que nos agrada, mesmo tendo convicção dele.

    Em outras palavras: não temos nos dobrado quando não reconhecemos nossos erros para com o próximo, sendo então altivos e orgulhosos; ou mesmo  estando certos, não procuramos o nosso próximo para pedir perdão e com ele nos reconciliarmos. Fp.2-3 assim nos ensina: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”.

    Agimos como mamoeiros quando não temos nos dobrado,  quando não reconhecemos, não aceitamos e não buscamos  a soberana e perfeita vontade de Deus,  como princípio básico para o nosso viver ...  Salmo 40-8: “agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei”.

    
Conforme Oséias 6:3 – “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”.

     Para quê? Rm. 12:2 : “ para que experimentemos qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

(Autor desconhecido - recebido pela internet)

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