ALEGORIA DAS FERRAMENTAS

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Aconteceu num dia de verão.
O carpinteiro havia saído da oficina para comprar algumas tábuas
que necessitava. Na oficina reinava silêncio. Nisto as
ferramentas começaram a discutir. Resolveram realizar uma
reunião.
O irmão martelo ia ser
eleito para a PRESIDÊNCIA, quando alguém contrariado, começou a
reclamar.
- Eu me oponho. O Sr. Martelo é
muito barulhento. Perturba todas as reuniões. Ao invés de ser
PRESIDENTE, o que devia fazer, era retirar-se, pois ele não sabe
agir sem bater em alguém.
- Se eu tiver que sair da
oficina por esta razão, respondeu o irmão Martelo, o irmão
Serrote deverá sair também, pois, é muito áspero e agudo, e mal
ele recebe qualquer pancada, sai-se logo com aquele barulho
irritante.
- Pois bem, se é assim –
falou o irmão Serrote -o que se dirá do irmão Arco de Pua? Ele é
tão inútil que quando acaba de trabalhar, a única coisa que se
vê é um simples buraco e um montinho de pó.
O irmão Arco de Pua levantou
e disse:
- Se é da vontade de todos
que eu me retire, está bem! Eu o farei.
Nisto a irmã Chave de Fenda
tomou a palavra:
- Se o irmão Arco de Pua
precisa sair – ela declarou – acho melhor eu ir também. Contudo,
se eu for, deverá acompanhar-me a irmã Régua. Ela é importuna e
exigente, quer sempre que todos sejam perfeitos. Sempre anda
reclamando que ora somos curtos, ora compridos, ora isto, ora
aquilo.
A irmã Régua aprumou-se e
falou:
- Está bem, sairei. Mas
deverá sair comigo a irmã Plaina. Ela, coitada, dá a impressão
que faz muita coisa, mas realmente não faz nada. Seu trabalho é
muito superficial, quando poderia ser pouco mais profundo.
- Está bem! – retrucou a
irmã Plaina. Seja como os senhores desejam. Irei, mas a irmão
Lima deverá sair também, visto que todas as vezes que está em
atividade, deixa todo mundo arrepiado.
Em meio a tal balbuciar,
abriu-se a porta e entrou o carpinteiro. Veio para trabalhar;
vestiu o avental e aproximou-se da banca. Tinha perante si a
planta de um Púlpito, o qual deveria ser usado mais tarde para a
pregação da PALAVRA DE DEUS.
O carpinteiro pegou Régua e
depois, o Serrote e serviu-se deles. Usou o Martelo, o Arco de
Pua, e a Chave de Fenda.
Trabalhou muito tempo com a
Plaina em sua mão. Por fim, apanhando a Lima, alisou as partes
ásperas, arredondando tudo.
O sol se pôs e o dia
findou-se; o púlpito estava perfeito. Sorriu e retirou-se.
Depois que ele saiu as
ferramentas guardaram silêncio. Haviam compreendido que o
carpinteiro tinha para cada uma delas um trabalho. E que
nenhuma, isoladamente, poderia fazer direito o trabalho da
outra. Cada um, em si poderia parecer inútil, mas nas mãos do
carpinteiro, eram cooperadoras na obra que ele quis fazer.
* * * * *
Romanos 12.4-8 - “4
Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos
os membros têm a mesma operação, 5 Assim nós, que somos muitos,
somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros
uns dos outros. 6 De modo que, tendo diferentes dons, segundo a
graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida
da fé;7 Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja
dedicação ao ensino;8 Ou o que exorta, use esse dom em exortar;
o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com
cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria”.

Autor:
Desconhecido

