BOLAS DE PLÁSTICO

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Certo pai
estava preocupado com sua filha Elisabete. Elisabete estava entrando na
adolescência e passava por uma daquelas fases em que qualquer pequeno problema
parece uma tragédia. Nos últimos tempos, andava cabisbaixa porque uma de suas
melhores amigas resolvera implicar com suas roupas e debochar de tudo que ela
dizia.
O pai queria
encontrar uma forma de ensinar a Elisabete que a vida é cheia de altos e baixos
e que precisamos enfrentar as adversidades de cabeça erguida, sem deixar que
afetem nossa auto-estima. Mas fazer com que ela compreendesse isso não seria uma
tarefa fácil.
Como a maioria
das meninas da sua idade, Elisabete achava que os pais viviam em outro mundo e
não entendiam seus problemas.
”Minha vida é uma droga. Ninguém se importa comigo e às vezes penso que ninguém
ligaria se eu não estivesse mais aqui” – ela respondeu uma noite, quando o pai
tentou conversar com ela sobre a melhor maneira de lidar com as críticas da
amiga.
- Eu e sua mãe nos importamos. Você é uma garota fabulosa – disse, dando-lhe um
beijo de boa-noite.
Antes de dormir, o pai conversou com sua mulher, sobre o que poderiam fazer
para ajudar Elisabete. E pensaram numa boa estratégia.
No dia
seguinte, durante o jantar com Elisabete e o caçula, André, a esposa, conforme
haviam combinado, comentou acerca de um discurso que o pastor de sua igreja
tinha feito há alguns dias. Ele tinha comparado os problemas com uma bola de
plástico, daquelas bem leves que as crianças gostam de jogar na praia.
O pastor pediu
que imaginassem que estavam no fundo de uma piscina e tentavam manter a bola
entre as pernas, sob a água. Isso era fácil por algum tempo, mas depois só havia
duas possibilidades. Ou você ficava tão cansado que deixava a bola escapar e
pipocar na superfície ou – o que é pior – ficava tão cansado em tentar mantê-la
submersa que acabaria se afogando.
A mensagem do
pastor era clara: não adianta tentar esconder os problemas a qualquer custo.
Mesmo usando toda nossa força e determinação, em algum momento eles virão à tona
e lutar contra isso pode arruinar nossa vida. Por outro lado, ao observar as
mentiras, mágoas, dúvidas e medos à luz do dia, temos muito mais chances de
superar os obstáculos e perceber que não eram assim tão importantes.
Depois que a mamãe relembrou a história, o pai pode ver que os filhos estavam
tentando entender o que aquilo tinha a ver com eles. Então o pai explicou que,
às vezes, todos nós temos nossas "bolas de plástico", que tentamos esconder.
Pediu que, a partir de então, sempre que eles tivessem dificuldade em contar um
problema para os pais, deveriam simplesmente dizer: "Tenho uma bola de
plástico."
O pai e a mãe prometeram que a única coisa que fariam, por vinte e quatro
horas, seria simplesmente ouvir. Nada de gritos, julgamentos, conselhos: apenas
ouvir.
Depois de
vinte e quatro horas, poderiam tentar ajuda-los a sair do problema. O
fundamental era que soubessem que sempre os pais estariam por perto e prontos
para ouvir, independente da gravidade da situação.
Através dos
anos, os filhos apresentaram muitas "bolas de plástico", normalmente tarde da
noite.
Algumas eram
mais sérias que outras. Algumas até engraçadas e seus pais tentavam não rir
quando lhes contavam. Outras “bolas de plásticos” jamais chegaram aos ouvidos
dos pais, mas foram divididas com outras pessoas e amigos da família. Os pais,
entretanto, sempre se submeteram à regra das vinte e quatro horas. Nunca
voltaram atrás em suas promessas, não importando o quanto queriam reagir ao que
contavam.
Hoje, os dois
filhos são adultos. O pai, contando esta história, afirmou: “Tenho certeza de
que eles ainda têm "bolas de plástico" de vez em quando. Na verdade, todos nós
temos “bolas de plásticos” submersas. Mas nossos filhos, embora adultos hoje,
sabem que sempre estaremos por perto para ouvi-los. Afinal, o que é uma bola de
plástico? Algo que desaparece quando você a solta ao vento”.

E você? Tem
também alguma “bola de plástico” submersa, ou seja, algum problema que o está
afligindo? Não se deixe afogar pelos problemas. Conte pra Jesus! Ele sempre está
por perto, para ouvir os seus problemas e o auxiliar, no tempo certo, a
resolvê-los...
(autor desconhecido)
