CANTO LÁ CADA
NOITE

Distribuindo
folhetos numa vila em Yorkshire, a algumas milhas da estação ferroviária, um
obreiro crente entrou na casa de uma velha santa de Deus de oitenta e quatro
anos de idade, que morava lá sozinha.
Tinha ela apenas um quarto, e tudo nele
mostrava a pobreza mais abjeta; se tudo fosse vendido, não seriam apurados mais
do que vinte reais. Desejando reanimar e confortar a sua amiga velha, disse-lhe:
-"Então, Margarida, nós vamos acabar, daqui a pouco, para sempre com as
dificuldades e as provas do caminho, e seremos completamente felizes com o
bendito Jesus lá no céu".
-"O céu é o meu
lar", disse ela.
Achando ele que não tinha alcançado o alvo, tentou outro
método, esperando ajudá-la, e disse:
-
"Sim, Margarida, logo estaremos naquele
Lar, a casa do nosso Pai lá em cima, com o Senhor Jesus, regozijando-nos sempre
na Sua presença".
- "Eu moro lá,
Senhor", respondeu ela sorrindo.
Achando que ainda
não tinha sido bem sucedido, procurou de outro modo auxiliar a sua velha irmã em
Cristo.
-
"Que coisa bonita, será Margarida, quando nós e todos os remidos de
todos os climas e de todas as eras estivermos reunidos ao redor d’Aquele que nos
amou, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados; e quando O louvarmos juntos
na glória para sempre!"
- "Canto lá cada
noite, senhor!", foi sua resposta alegre e espantosa.

O mais festivo e
alegre cântico que podemos entoar, é o cântico de confiança, alegria e louvor
que se desprende do nosso peito, para juntar-se ao cântico dos remidos no céu. É
o canto que só os remidos do Senhor andam em íntima comunhão com Ele podem e
sabem cantar.
"Canto lá cada
noite". Que nós possamos dizer o mesmo.

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