HISTÓRIA DOS HEBREUS
Flávio Josefo


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HISTÓRIA DOS HEBREUS -
Flávio Josefo
Tendo atravessado séculos até os nossos dias, a
história do povo judeu, através do registro de
Flávio Josefo, permanece como o mais fidedigno
relato dos acontecimentos contidos nas
Escrituras.
Diversas razões contribuíram para tornar
esta uma obra-prima, não apenas a magnitude do
assunto, mas também o fato de seu autor ser
tanto testemunha ocular quanto coadjuvante de
alguns dos eventos por ele narrados.
Além disso, o que se revela em História dos
Hebreus é a confirmação das promessas de Deus
para o seu povo e o cumprimento de sua Palavra
em todos os fatos registrados em suas páginas.
Sobre o Autor:
Josef ben Mattatias, mais
conhecido como Flávio Josefo ou Flavius Josefus, nasceu em 37d.C e morreu
em 96 d.C.
Soldado e historiador judeu nascido em Jerusalém, em cuja obra destaca-se a
contradição entre sua simpatia pela cultura romana e a defesa intransigente da
superioridade moral das tradições hebraicas. Mesmo tendo sofrido acréscimos
apócrifos, ela constitui a única fonte sobre longo período da história da
Palestina que relatou as obras de Herodes, por exemplo, os sistemas de
esgotamento construídos na Cesaréia.
Hábil negociador foi enviado a Roma a fim de negociar a libertação de
sacerdotes judeus, presos no levante judeu contra Roma (64). Cumpriu com êxito
a missão junto à imperatriz Pompéia e, ao retornar à Palestina dois anos mais
tarde, encontrou Jerusalém em rebelião contra os romanos. O sinédrio,
transformado em conselho de guerra, encarregou-o de defender a Galiléia.
Acuado pelas legiões romanas comandadas por Vespasiano, concentrou-se na
defesa da fortaleza de Jotapata.
Convencido da derrota iminente, refugiou-se numa cisterna com quarenta
companheiros. Partidário da rendição, acatou no entanto a decisão dos
companheiros de matarem-se uns aos outros. O último sobrevivente, ele próprio,
deveria suicidar-se, mas preferiu entregar-se aos romanos. Conduzido a
Vespasiano, predisse-lhe o futuro como imperador. Dois anos depois, cumprida a
profecia, foi libertado e adotou o nome de Flavius Josephus. Ganhou favores
romanos e acompanhou Vespasiano a Alexandria e depois seguiu as legiões de
Tito, no assédio a Jerusalém (70).
Protegido por Vespasiano e por Domiciano, permaneceu morando em Roma e
dedicou-se à historiografia. Produziu muitos escritos sobre a história e a
religião do povo judeu, incluindo História da Guerra Judia (75-79), onde
acusou os fariseus radicais de conduzirem o povo judeu à catástrofe, e
Antigüidade dos Judeus (93-94), onde fez apologia das instituições hebraicas.
Acusado de traição por historiadores hebraicos e Justo de Tibérias,
defendeu-se das acusações em Autobiografia ( 93), em que se apresentou como
adepto do realismo contra o extremismo na guerra judaico-romana e declarando
ter previsto a derrota de Jerusalém e morreu em Roma.
