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NASCIDO ESCRAVO

Martinho Lutero

NASCIDO ESCRAVO - Martinho Lutero

       Lutero considerou a doutrina da escravidão da vontade como a pedra angular do evangelho e o verdadeiro alicerce da fé cristã.

     Em "Nascido Escravo", um resumo de sua obra  “A Escravidão da Vontade”, temos uma refutação clara e definitiva dos argumentos em favor do livre-arbítrio apresentados por Erasmo em sua defesa da posição humanista da Igreja Católica Romana.

Sobre o Autor:

    

     Martinho Lutero nasceu em 1483 e morreu na cidade de Eisleben, na Alemanha. Filho de mineiro remediado, freqüentou boas escolas, inclusive a universidade de Erfurt. Por sugestão do pai, começou a estudar direito, mas decidiu tornar-se monge.

     Preocupado com a salvação, o jovem Martinho Lutero decidiu tornar-se monge.Ingressou na Ordem dos Agostinianos e passou a dedicar-se ao estudo da Bíblia. Foi ordenado sacerdote e obteve o grau de doutor em teologia.

     Como professor responsável pela leitura e exposição das Sagradas Escrituras, percebeu que certas práticas e crenças da Igreja estavam em desacordo com a mensagem de Jesus.

     Durante seu estudo, sempre o acompanhava a pergunta: "Como posso conseguir o amor e o perdão de Deus?" Lutero foi descobrindo ao longo dos seus estudos que para ganhar o perdão de Deus ninguém precisava castigar-se ou fazer boas obras, mas somente ter fé em Deus.

     Passou a denunciá-las publicamente, mas não foi ouvido pelas autoridades responsáveis. Excluído da Igreja, persistiu em reclamar e propor alterações na forma de fazerem e dizerem as coisas tanto no culto como na vida coletiva e individual.

     Assim tornou-se um dos grandes reformadores da Igreja, mais pela força das circunstâncias do que por vontade própria. A fim de combater erros e propor manifestações de fé e piedade próprias do Evangelho, produziu escritos polêmicos, didáticos e pastorais, reformulou ordens de culto, compôs hinos e, juntamente com colegas da Universidade, traduziu, primeiro, o Novo Testamento e, depois, a Bíblia toda para a língua do povo.

     Com isso, ele não estava inventando uma doutrina, mas retomando pensamentos bíblicos importantes que estavam à margem da vida da igreja naquele momento.

     Suas obras, sucessivamente reeditadas e traduzidas, constituem um tesouro inestimável para todos que buscam compreender a identidade e vocação da Igreja cristã.

     O surgimento dos luteranos está ligado aos inícios da Reforma. A idéia central da Reforma é a convicção de que o ser humano não pode nem tem necessidade de salvar-se por si mesmo. Antes, a salvação é dada em Cristo "unicamente pela graça" e aceita "somente pela fé". Aparentemente simples, esse pensamento, biblicamente fundamentado, originou uma nova compreensão da Igreja, do sacerdócio, dos sacramentos, da espiritualidade, da devoção, da conduta moral (ética), do mundo, incluindo aí a economia, a educação e a política. Há um nome indissoluvelmente ligado a essas idéias: Martinho Lutero!

           Lutero decidiu tornar públicas essas idéias e elaborou 95 teses, reunindo o mais importante de sua (re)descoberta teológica, e fixou-as na porta da igreja do castelo de Wittenberg, no dia 31 de outubro de 1517. Ele pretendia abrir um debate para uma avaliação interna da Igreja, pois acreditava que a Igreja precisava ser renovada a partir do Evangelho de Jesus Cristo.

     Em pouco tempo toda a Alemanha tomou conhecimento do conteúdo dessas teses e elas espalharam-se também pelo resto da Europa. Embora tivesse sido pressionado de muitas formas - excomungado e cassado - para abandonar suas idéias e os seus escritos, Lutero manteve suas convicções. Suas idéias atingiram rapidamente o povo e essa divulgação foi facilitada pelo recém inventado sistema de impressão de textos em série.

     O Movimento da Reforma espalhou-se pela Europa. Em 1530 os líderes protestantes escreveram a "Confissão de Augsburgo", resumindo os elementos doutrinários fundamentais do luteranismo.

  Atuou como professor na universidade de Wittenberg desde 1508 até a sua morte, em 1546. 

     Em 1546, no dia 18 de fevereiro, aos 62 anos, Martinho Lutero faleceu. Finalmente, em 1555, o Imperador reconheceu que haviam duas diferentes confissões na Alemanha: a Católica e a Luterana.

   

 

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