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SEP – SEMINÁRIO
EVANGÉLICO DE PATOS
CURSO BACHAREL EM TEOLOGIA
A DOUTRINA DO
ESPÍRITO SANTO
NO ANTIGO TESTAMENTO
DISCIPLINA – TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO II
Sem. Edson Poujeaux Gonçalves
Professor: Pr. Nelson Santos
PATOS – PB
OUTUBRO DE
2005
A DOUTRINA DO
ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO
1– SUMÁRIO
1. - Sumário
.........................................................................................................Pg.
1
2 -
Introdução.......................................................................................................Pg. 2
3 - As figuras simbólicas do Espírito Santo......
................................................... Pg. 3
4 - A obra do ES no Antigo Testamento
..............................................................
Pg. 9
5 - Evidências no AT relacionando o ES com
Jesus............................................
Pg. 21
6 - Nomes que relacionam o ES com os
homens................................................. Pg. 21
7 - Profecias do AT que previam o derramamento do
Espírito.............................
Pg. 22
8 -
Conclusão.......................................................................................................Pg.
24
9 - Bibliografia
......................................................................................................Pg.
25
A DOUTRINA DO
ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO
2 - INTRODUÇÃO
2.1 – O
Dimensionamento da Problemática Levantada:
A negação da
personalidade do Espírito Santo tem se verificado ao longo da história, e muitos
dentre nós, ainda hoje, não conseguem compreender isso. Encontramos registros
antigos, na história da humanidade, que esta negação encontrou um grande
apoiador na pessoa de Arius, um antigo herege. Foi ele quem declarou que o
Espírito é a "energia exercida por Deus". Ora, essa afirmativa reduz o Espírito
de Deus a uma mera amostra do poder do Pai. E este erro ainda é divulgado por
várias seitas, levando muitos à uma confusão herética, até os nossos dias.
2.2.
– Objetivos da Pesquisa:
Nosso objetivo aqui é comprovar, à luz da Bíblia Sagrada, evidências da
existência e da personalidade do Espírito Santo, membro da Trindade Santa,
claramente apresentado desde os escritos constantes do Antigo Testamento.
2.3. - Justificativas
-
Dentro do tema “A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO”, pretendemos
aqui demonstrar, de forma inequívoca, a presença do Espírito Santo no Antigo
Testamento, de forma a contrapor os argumentos defendidos por aqueles que
ignoram ou buscam obscurecer tal realidade constante das Sagradas Escrituras.
2.4. - Métodos e
Procedimentos Utilizados Para Coleta de Dados:
Utilizamos, para a coleta de dados, a Bíblia Sagrada e textos diversos
recolhidos na Internet, conforme será explicitado ao final deste trabalho.
3. – APRESENTAÇÃO E
ANÁLISE DOS DADOS OBTIDOS
3.1. – AS
FIGURAS SIMBÓLICAS DO ESPÍRITO SANTO
Alguém disse uma vez que o ensino adequado "torna os ouvidos dos homens em
olhos". Isto é exemplificado na Bíblia por tipos, parábolas, comparações e
metáforas. As verdades espirituais são apresentadas numa multiplicidade de
figuras terrestres.
A
pessoa e a obra do Espírito Santo são ilustradas nas Escrituras por várias
figuras simbólicas. Essas figuras simbólicas podem ser objetos, pessoas ou
evento, que prefiguram um outro objeto, pessoa ou evento.
Assim, queremos examinar, neste trabalho, algumas destas figuras simbólicas do
Espírito Santo, lembrando que há figuras que podem especificar mais de uma
pessoa ou evento.
3.1.1. -
POMBA
- Em João
1:32, encontramos o Espírito tomando a forma de uma pomba: “E João
testemunhou, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar
sobre ele”.
As características da pomba fazem dela um tipo apto do Espírito que são a sua
beleza, suavidade, limpeza e a característica de ela ser facilmente incomodada
(Efésios 4:30 - “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes
selados para o dia da redenção”.). A pomba também é inofensiva, simples
(Mateus 10:16 - “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede,
portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas”.) e calma.
Vejamos, então, outras referências nas Escrituras onde este tipo é
usado, agora com enfoque no AT:
3.1.1.A.
Gênesis 1:2,
pois o Espírito é visto afagando a criação como um pássaro sobre o seu ninho -
“A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do
abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”.
3.1.1.B.
Gênesis 8:6-12,
uma pomba é solta da arca por Noé:
Gn.8:6-12 - “6 Ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela que fizera na arca
7 e soltou um corvo, o qual, tendo saído, ia e voltava, até que se secaram as
águas de sobre a terra.8 Depois, soltou uma pomba para ver se as águas teriam
já minguado da superfície da terra;9 mas a pomba, não achando onde pousar o pé,
tornou a ele para a arca; porque as águas cobriam ainda a terra. Noé, estendendo
a mão, tomou-a e a recolheu consigo na arca.10 Esperou ainda outros sete dias e
de novo soltou a pomba fora da arca.11 À tarde, ela voltou a ele; trazia no
bico uma folha nova de oliveira; assim entendeu Noé que as águas tinham minguado
de sobre a terra.12 Então, esperou ainda mais sete dias e soltou a pomba; ela,
porém, já não tornou a ele”.
Aqui encontramos pelo menos duas figuras do Espírito Santo:
1. A pomba, não como o corvo, recusou-se a continuar do lado de fora da arca,
onde nenhum lugar limpo podia ser encontrado. O Espírito, obviamente, só habita
naqueles que têm sido lavados pelo sangue de Cristo.
2. A pomba trouxe de volta uma folha de oliveira como um sinal de esperança para
aqueles que estavam na arca. Isso prefigura o Espírito que traz a segurança da
salvação para os que estão em Cristo.
Observação: É interessante notar que o corvo era um pássaro abominável :
Levítico 11:14-15 - “Das aves, estas abominareis (...) serão abominação: a
águia, (...) 15 todo corvo, segundo a sua espécie (...)”.
3.1.2 - ÓLEO
/ AZEITE
O
óleo de oliveira (azeite) foi um artigo de grande importância na Palestina,
sendo usado como comida, remédio, iluminação e unção. É um tipo constante do
Espírito Santo, tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento.
3.1.2.A. Em
Êxodo 40:9-11
aprendemos que o tabernáculo e os móveis deveriam ser ungidos com azeite:
Ex.40:9-11 - “E tomarás o óleo da unção, e ungirás o tabernáculo e tudo o
que nele está, e o consagrarás com todos os seus pertences; e será santo.10
Ungirás também o altar do holocausto e todos os seus utensílios e consagrarás o
altar; e o altar se tornará santíssimo.11 Então, ungirás a bacia e o seu
suporte e a consagrarás”.
Como o tabernáculo era uma figura de Cristo, o azeite figurou Cristo sendo
ungido pelo Espírito.
3.1.2.B. Em
Êxodo 27:20-21
notamos que o interior do tabernáculo era iluminado pelo uso de óleo de
oliveira:
Ex.27:20-21 - “Ordenarás aos filhos de
Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para
que haja lâmpada acesa continuamente.21 Na tenda da congregação fora do véu,
que está diante do Testemunho, Arão e seus filhos a conservarão em ordem, desde
a tarde até pela manhã, perante o SENHOR; estatuto perpétuo será este a favor
dos filhos de Israel pelas suas gerações”.
Pois bem, como os pertences eram figuras de Cristo, a interpretação é fácil: sem
a iluminação do Espírito de Deus, ninguém poderia ver as glórias do nosso
Salvador.
3.1.2.C. Em
Levítico 14:14-18,
aprendemos que na purificação de uma lepra, foram usados tanto o sangue, quanto
o azeite:
Lv.14:14-18 - “O sacerdote tomará do
sangue da oferta pela culpa e o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que
tem de purificar-se, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do
seu pé direito.15 Também tomará do sextário de azeite e o derramará na palma da
própria mão esquerda.16 Molhará o dedo direito no azeite que está na mão
esquerda e daquele azeite aspergirá, com o dedo, sete vezes perante o SENHOR;17
do restante do azeite que está na mão, o sacerdote porá sobre a ponta da orelha
direita daquele que tem de purificar-se, e sobre o polegar da sua mão direita, e
sobre o polegar do seu pé direito, em cima do sangue da oferta pela
culpa;18 o restante do azeite que está na mão do sacerdote, pô-lo-á
sobre a cabeça daquele que tem de purificar-se; assim, o sacerdote fará expiação
por ele perante o SENHOR”.
Isto revela que: quando alguém é convertido e curado do pecado, operam tanto o
sangue de Cristo quanto a pessoa do Espírito Santo.
3.1.2.D.
Os
profetas, sacerdotes e reis sendo ungidos prefiguravam a Cristo como nosso
profeta, sacerdote e rei.
3.1.2.E. Em
Levítico 2:1
encontramos a flor de farinha (um tipo da carne imaculada de Cristo) que foi
ungida com azeite (um tipo do Espírito Santo): Lv.2:1 - “Quando alguma pessoa
fizer oferta de manjares ao SENHOR, a sua oferta será de flor de farinha; nela,
deitará azeite e, sobre ela, porá incenso”.
3.1.2.F.
O óleo é freqüentemente associado, na Bíblia, a curas:
Isaías 1:6 - “Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa
sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas,
nem atadas, nem amolecidas com óleo”.
Lucas 10:34 - “E, chegando-se, pensou-lhe os ferimentos,
aplicando-lhes óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o
para uma hospedaria e tratou dele”.
Marcos 6:12-13 - “Então, saindo eles, pregavam ao povo que se
arrependesse;13 expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos,
ungindo-os com óleo”.
Como podemos assim concluir, O Espírito Santo sara espiritualmente.
3.1.3. - ÁGUA
-
A água é um tipo comum do Espírito Santo na salvação.
3.1.3.A.
É necessária água para a limpeza. É o Espírito quem limpa nossos corações na
regeneração e, continua nos purificando quando diariamente nos aproximamos de
nosso Pai celestial. Vejamos a correlação que é feita entre o Novo e o Antigo
Testamento:
Tito 3:5 - “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo
sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do
Espírito Santo”.
Êxodo 29:4 - “Então, farás que Arão e seus filhos se cheguem à porta
da tenda da congregação e os lavarás com água”.
3.1.3.B.
O Espírito Santo é comparado à água viva vinda de um córrego constante. Ele é de
todas as formas superior aos poços e às poças estagnadas deste mundo. Enquanto
os prazeres desta vida desaparecem e acabam, o Espírito de Deus continua sendo
uma fonte interior de vida e gozo.
João 4:14 - “aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca
mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a
jorrar para a vida eterna”.
3.1.4. -
VENTO
- A palavra hebraica para "Espírito" é ruah que, às vezes, é traduzida por
"vento" e "sopro". Assim, o vento é um tipo especial do Espírito. Sendo assim,
as referências no AT ao sopro de Deus e ao vento da parte de Deus também podem
referir-se à obra do Espírito de Deus.
Gn. 2.7 - “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe
soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma
vivente”.
Ez. 37.9,10,14 - “Então, ele
me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim
diz o SENHOR Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra
sobre estes mortos, para que vivam.10 Profetizei como ele me ordenara, e o
espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo
numeroso.11 Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de
Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança;
estamos de todo exterminados.14 Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos
estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o SENHOR, disse
isto e o fiz, diz o SENHOR”.
No NT, vemos que Nosso Senhor compara “vento” com um tipo do Espírito, conforme
podemos comprovar em João 3:8 - “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz,
mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do
Espírito”.
A.
O vento é
invisível na sua obra (João 3:8). Cristo assim revelou a insensatez de conectar
a regeneração com sinais visíveis como o batismo.
B. O vento não é controlado pelos homens
(João 3:8). O Espírito Santo é soberano em Suas operações.
C. A presença do vento é percebida pela
sua influência (João 3:8). Da mesma forma a presença do Espírito Santo é
conhecida pela Sua influência nos corações.
D. O vento é poderoso (Atos 2:1-2). O
Espírito Santo pode quebrar o coração mais duro.
E. Assim como que o vento move um barco
a velas, o Espírito de Deus moveu aqueles que escreveram as Escrituras:
II Pedro 1:21 - “porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade
humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo
Espírito Santo”.
F. Da mesma maneira que o vento seco
pode murchar a beleza da natureza, o Espírito Santo pode secar o coração
orgulhoso através da Sua obra de convicção:
Isaías 40:6-7 - “Uma voz diz: Clama; e
alguém disse: Que hei de clamar? Toda a carne é erva e toda a sua beleza como a
flor do campo.7 Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do
SENHOR. Na verdade o povo é erva.8 Seca-se a erva, e cai a flor, porém a
palavra de nosso Deus subsiste eternamente”.
3.1.5 - FOGO
-
O fogo, igualmente, é mais um dos simbolismos utilizados na Bíblia, para
representar o Espírito Santo.
3.1.5.A.
Em
Atos 2:3,4 vemos que o fogo era um sinal da presença do Espírito:
At.2:3,4 -
“E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma
sobre cada um deles.4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar
em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”.
Vemos igualmente que, no Antigo Testamento, o fogo é:
3.1.5.A.1.
- uma evidência da presença do Senhor:
Êxodo 3:2 - “pareceu-lhe o Anjo do SENHOR numa chama de fogo, no meio
de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo e a sarça não se
consumia”.
3.1.5.A.2.
- uma evidência da aprovação do Senhor :
Levítico 9:24 - “E eis que, saindo fogo de diante do SENHOR, consumiu
o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e
prostrou-se sobre o rosto”.
3.1.5.A.3.
- uma evidência da proteção do Senhor:
Êxodo 13:21 - “O SENHOR ia adiante deles, durante o dia, numa coluna
de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para
os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite”.
Talvez, todas essas idéias estejam incluídas em Atos 2:3 - “E
apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre
cada um deles”.
3.1.5.B.
Em Apocalipse 4:5, o Espírito é simbolizado por sete lâmpadas de fogo:
Ap.4:5 - “Do trono saem relâmpagos, vozes e
trovões, e, diante do trono, ardem sete tochas de fogo, que são os sete
Espíritos de Deus”.
O
número sete tem confundido algumas pessoas, mas parece referir-se ao perfeito
conhecimento dado a Cristo, o ungido de Deus:
Isaías 11:1-4 - “Do tronco
de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo.2 Repousará sobre ele
o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o
Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do
SENHOR.3 Deleitar-se-á no temor do SENHOR; não julgará segundo a vista dos seus
olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos;4 mas julgará com
justiça os pobres e decidirá com eqüidade a favor dos mansos da terra; ferirá a
terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso”.
Apocalipse 5:6 - “Então, vi,
no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um
Cordeiro como tendo sido morto. Ele tinha sete chifres, bem como sete
olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a
terra”.
3.2 - A OBRA
DO ESPÍRITO SANTO NO ANTIGO TESTAMENTO
Ao considerarmos a obra do Espírito Santo, precisamos lembrar a verdade que
todas as pessoas da Divindade são ativas na obra de cada Pessoa individual.
Alguns dizem que Deus Pai operou na Criação, que Deus Filho operou na Redenção e
que Deus Espírito Santo opera na Salvação. Mas isso não é verdade, pois em cada
manifestação das obras de Deus, a Trindade total se mostra ativa: o Pai é o
Autor, o Filho é o Executor e o Espírito é o Ativador de cada ato. Por
conseguinte, o Espírito Santo é Aquele que ativa e leva a término os atos
iniciados.
3.2.1 – EM
RELAÇÃO AO UNIVERSO MATERIAL
3.2.1.1. - EM
RELAÇÃO À CRIAÇÃO
O
Espírito Santo desempenhou um papel ativo na criação. O segundo versículo da
Bíblia diz que "o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas"
(Gn.1.2), preparando tudo para que a palavra criadora de Deus desse forma ao
mundo. Tanto o Verbo de Deus (i.e., a segunda pessoa da Trindade) quanto o
Espírito de Deus, foram agentes na criação:
Jó. 26.13 - “Pelo seu Espírito ornou os céus”.
Com que são ornados os
céus? O período da noite é iluminado pela luz de inúmeros corpos celestes. Os
astrônomos dizem que as estrelas possuem várias cores. Com efeito, as estrelas
adornam a noite. Quem não fica maravilhado diante da beleza do nascer do sol e
do crepúsculo? O cristão, especialmente, pode apreciar estas maravilhas, visto
que sabe que foi o Artista Divino que coloriu essas cenas encantadoras.
O salmista diz: "Pela
palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles pelo espírito da
sua boca ". (Sl. 33.6 ).
Sl. 104.30 -
“Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra”.
O
Espírito também é o autor da vida. Quando Deus criou Adão, foi
indubitavelmente o seu Espírito quem soprou no homem o fôlego da vida:
Gn. 2.7 - “Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe
soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma
vivente”.
Jó. 27.3,4 - “enquanto em mim estiver a minha vida, e o sopro
de Deus nos meus narizes,4 nunca os meus lábios falarão injustiça, nem a minha
língua pronunciará engano”.
O
Espírito Santo continua a dar vida às criaturas de Deus :
Jó 33.4 - “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do
Todo-Poderoso me dá vida”.
Sl 104.30 - “Envias o teu Espírito, eles são criados, e, assim,
renovas a face da terra”.
3.2.1.2 - EM
RELAÇÃO À RESTAURAÇÃO E PRESERVAÇÃO
Gn. 1:2 - “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas
sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”.
Sl.104:29,30 - “Se ocultas o rosto, eles se perturbam; se lhes cortas
a respiração, morrem e voltam ao seu pó. Envias o teu Espírito, eles são
criados, e, assim, renovas a face da terra”.
Is.40:7 - “seca-se a erva, e caem as flores, soprando nelas o hálito
do SENHOR. Na verdade, o povo é erva; seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a
palavra de nosso Deus permanece eternamente”.
3.2.1.3 - EM
RELAÇÃO À COMUNICAÇÃO DA MENSAGEM DE DEUS AO SEU POVO
O
Espírito estava ativo na comunicação da mensagem de Deus ao seu povo. Era o
Espírito, por exemplo, quem instruía os israelitas no deserto:
Ne.9.20 - “E lhes concedeste o teu bom Espírito, para os ensinar;
não lhes negaste para a boca o teu maná; e água lhes deste na sua sede”.
Quando os salmistas de Israel compunham seus cânticos, faziam-no mediante o
Espírito do Senhor:
2Sm.23.2
- “O Espírito do SENHOR fala por meu intermédio, e a sua palavra está na
minha língua”.
Vejamos as referências no NT:
At. 1.16,20 - “Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o
Espírito Santo proferiu anteriormente por boca de Davi, acerca de Judas, que foi
o guia daqueles que prenderam Jesus”, “20 Porque está escrito no Livro dos
Salmos: Fique deserta a sua morada; e não haja quem nela habite; e: Tome outro o
seu encargo”.
Hb 3.7-11 - “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje,
se ouvirdes a sua voz,8 não endureçais o vosso coração como foi na provocação,
no dia da tentação no deserto,9 onde os vossos pais me tentaram, pondo-me à
prova, e viram as minhas obras por quarenta anos.10 Por isso, me indignei
contra essa geração e disse: Estes sempre erram no coração; eles também não
conheceram os meus caminhos.11 Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu
descanso”.
Semelhantemente, os profetas eram inspirados pelo Espírito de Deus a declarar
sua palavra ao povo:
Nm. 11.29 - “Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara
todo o povo do SENHOR fosse profeta, que o SENHOR lhes desse o seu Espírito!”.
1Sm. 10.5,6,10
- “Então, seguirás a Gibeá-Eloim, onde está a guarnição dos filisteus; e há
de ser que, entrando na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do
alto, precedidos de saltérios, e tambores, e flautas, e harpas, e eles estarão
profetizando.6 O Espírito do SENHOR se apossará de ti, e profetizarás
com eles e tu serás mudado em outro homem”.“10 Chegando eles a Gibeá, eis que
um grupo de profetas lhes saiu ao encontro; o Espírito de Deus se apossou de
Saul, e ele profetizou no meio deles”.
2Cr. 20.14,15
- “Então, veio o Espírito do SENHOR no meio da congregação, sobre Jaaziel,
filho de Zacarias, filho de Benaia, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita,
dos filhos de Asafe,15 e disse: Dai ouvidos, todo o Judá e vós, moradores de
Jerusalém, e tu, ó rei Josafá, ao que vos diz o SENHOR. Não temais, nem vos
assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, mas de
Deus”.
2Cr.24.19,20 -
“Porém o SENHOR lhes enviou profetas
para os reconduzir a si; estes profetas testemunharam contra eles, mas eles não
deram ouvidos.20 O Espírito de Deus se apoderou de Zacarias, filho do sacerdote
Joiada, o qual se pôs em pé diante do povo e lhes disse: Assim diz Deus: Por que
transgredis os mandamentos do SENHOR, de modo que não prosperais? Porque
deixastes o SENHOR, também ele vos deixará”.
Ne.9.30 -
“No entanto, os aturaste por muitos
anos e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos
teus profetas; porém eles não deram ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos
povos de outras terras”.
Mq.3.8
- “Eu, porém, estou cheio do poder do Espírito do SENHOR, cheio de juízo e de
força, para declarar a Jacó a sua transgressão e a Israel, o seu pecado”.
Zc.7.12
- “Sim, fizeram o seu coração duro como diamante, para que não ouvissem a
lei, nem as palavras que o SENHOR dos Exércitos enviara pelo seu Espírito,
mediante os profetas que nos precederam; daí veio a grande ira do SENHOR dos
Exércitos”.
Vejamos a referência no NT:
2Pe.1.20,21 - “sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia
da Escritura provém de particular elucidação;21 porque nunca jamais qualquer
profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da
parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”
Ezequiel ensina que os falsos profetas "seguem o seu próprio espírito" ao invés
de andarem segundo o Espírito de Deus:
Ez.13.2,3 - “Filho do homem,
profetiza contra os profetas de Israel que, profetizando, exprimem, como
dizes, o que lhes vem do coração. Ouvi a palavra do SENHOR.3 Assim diz o
SENHOR Deus: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito sem nada
ter visto!”.
Era possível, entretanto, o Espírito de Deus vir sobre alguém que não tinha um
relacionamento genuíno com Deus para levá-lo a entregar uma mensagem verdadeira
ao povo:
Nm. 24.2
- “Levantando Balaão os olhos e vendo Israel acampado segundo as suas tribos,
veio sobre ele o Espírito de Deus”.
3.2.1.4 - EM
RELAÇÃO AO FORTALECIMENTO DA LIDERANÇA DO POVO DE DEUS
Quando o Espírito Santo
tem liberdade de ação na vida de um servo de Deus, pode habilitá-lo para os
maiores empreendimentos. Assim, o
Espírito de Deus também vinha sobre indivíduos, a fim de equipá-los para
serviços especiais.
O ESPÍRITO SANTO EM JOSÉ DO EGITO
- Um exemplo notável, no AT, era José, a
quem fora outorgado o Espírito para capacitá-lo a agir de modo eficaz na casa de
Faraó:
Gn 41.38-40 - “Disse Faraó aos
seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de
Deus? 39 Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto,
ninguém há tão ajuizado e sábio como tu. 40 Administrarás a minha casa, e à tua
palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu”.
A.
Capacidade para revelação de
mistério. Sonhos de profunda significação deixaram Faraó, rei do Egito,"...
de espírito perturbado... mas ninguém havia que lhos interpretasse" (Gn
41.8). Os receios de Faraó foram confirmados quando José, pelo Espírito de Deus
interpretou-lhe os sonhos, revelando que a poderosa nação egípcia estava à
margem de uma crise sem paralelo. Viriam sete anos de fartura, seguidos de sete
anos de fome. A fome seria tão intensa, que os anos de fartura seriam
esquecidos. José, que interpretou os sonhos, advertiu a Faraó para que nomeasse
um administrador, a fim de que fossem armazenados gêneros alimentícios durante
aqueles anos de fartura, prevenindo-se para os anos de calamidade.
B. Sabedoria para
administrar. A quem Faraó iria encontrar capaz de tão importante tarefa.? A
pergunta do rei foi: "Acharemos, porventura, homem como este, em quem há o
Espírito de Deus?" (Gn 41.38). Certamente Faraó, olhando para José, disse:
"Se o Espírito de Deus tem mostrado a este jovem a interpretação dos meus
sonhos, poderá dotá-lo de sabedoria para qualquer emergência". De fato, o
Espírito de DEUS dera à José, sabedoria divina para administrar.
Assim, o jovem José,
cheio do Espírito, tomou o encargo da economia do Egito, administrando os
negócios do reino com toda a autoridade e com muita eficiência. José salvou da
morte milhões de vidas.
O ESPÍRITO
SANTO EM MOISÉS
- A liderança do povo de Deus no AT era fortalecida pelo Espírito do Senhor.
Moisés, por exemplo, estava em tão estreita harmonia com o Espírito de Deus que
compartilhava dos próprios sentimentos de Deus; sofria quando Ele sofria, e
ficava irado contra o pecado tanto quando Ele se irava:
Êx.33.11
- “Falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala a seu amigo”.
Êx.32.19
- “Logo que se aproximou do arraial, viu ele o bezerro e as danças; então,
acendendo-se-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte”.
Vejamos, agora, a
autoridade do ES em Moisés:
A.
Autoridade para liderar. Através do Pentateuco, várias
vezes encontramos Moisés envolvido pela glória de Deus. O texto em Is. 63.11 nos
informa o quanto Moisés era cheio do Espírito Santo: "Então o povo se lembrou
dos dias antigos, de Moisés, e disse;... onde está o que pôs nele o seu Espírito
Santo?"
B. A sabedoria de Moisés.
Moisés nunca foi esquecido pelo povo israelita. Foi este o resultado da
sabedoria com que foi dotado pelo Espírito de Deus para comunicar as revelações
do Altíssimo, falando e escrevendo inclusive sobre os ministérios da eternidade.
Quando Moisés escolheu, em obediência à ordem do Senhor, setenta anciãos para
ajudá-lo a liderar os israelitas, Deus tomou do Espírito que estava sobre
Moisés, e o colocou sobre eles:
Nm.11.16,17
- “Disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel,
que sabes serem anciãos e superintendentes do povo; e os trarás perante a tenda
da congregação, para que assistam ali contigo.17 Então, descerei e ali falarei
contigo; tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles; e
contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu somente”.
Nm.25-29 - “25 Então, o
SENHOR desceu na nuvem e lhe falou; e, tirando do Espírito que estava sobre ele,
o pôs sobre aqueles setenta anciãos; quando o Espírito repousou sobre eles,
profetizaram; mas, depois, nunca mais.26 Porém, no arraial, ficaram dois
homens; um se chamava Eldade, e o outro, Medade. Repousou sobre eles o
Espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à
tenda; e profetizavam no arraial.27 Então, correu um moço, e o anunciou a
Moisés, e disse: Eldade e Medade profetizam no arraial.28 Josué, filho de Num,
servidor de Moisés, um dos seus escolhidos, respondeu e disse: Moisés, meu
senhor, proíbe-lho.29 Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara
todo o povo do SENHOR fosse profeta, que o SENHOR lhes desse o seu
Espírito!”.
Semelhantemente, quando Josué foi comissionado para que sucedesse Moisés como
líder, Deus indicou que "o Espírito" (i.e., o Espírito Santo) estava nele:
Nm.27.18
- “Disse o SENHOR a Moisés: Toma Josué, filho de Num, homem em quem há o
Espírito, e impõe-lhe as mãos”.
O ESPÍRITO
SANTO EM BEZALEL E AOLIABE
- Note-se, também, Bezalel e Aoliabe, aos quais Deus concedeu a plenitude
do seu Espírito para que fizessem o trabalho artístico necessário à construção
do Tabernáculo, e também para ensinarem aos outros:
Êx.31.1-11
- “Disse mais o SENHOR a Moisés:2 Eis que chamei pelo nome a Bezalel,
filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,3 e o enchi do Espírito de Deus,
de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício,4 para
elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze,5 para lapidação de
pedras de engaste, para entalho de madeira, para toda sorte de lavores.6 Eis
que lhe dei por companheiro Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã;
e dei habilidade a todos os homens hábeis, para que me façam tudo o que tenho
ordenado:7 a tenda da congregação, e a arca do Testemunho, e o propiciatório
que está por cima dela, e todos os pertences da tenda;8 e a mesa com os seus
utensílios, e o candelabro de ouro puro com todos os seus utensílios, e o altar
do incenso;9 e o altar do holocausto com todos os seus utensílios e a bacia com
seu suporte;10 e as vestes finamente tecidas, e as vestes sagradas do sacerdote
Arão, e as vestes de seus filhos, para oficiarem como sacerdotes;11 e o óleo da
unção e o incenso aromático para o santuário; eles farão tudo segundo tenho
ordenado”.
Êx.35.30-35
- “Disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o SENHOR chamou pelo nome a
Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá,31 e o Espírito de
Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo
artifício,32 e para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em
bronze,33 e para lapidação de pedras de engaste, e para entalho de madeira, e
para toda sorte de lavores.34 Também lhe dispôs o coração para
ensinar a outrem, a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de
Dã.35 Encheu-os de habilidade para fazer toda obra de mestre, até a mais
engenhosa, e a do bordador em estofo azul, em púrpura, em carmesim e em linho
fino, e a do tecelão, sim, toda sorte de obra e a elaborar desenhos”.
Referindo-se à obra de Bezalel e Aoliabe, Ferguson escreve:
“A beleza e a simetria da obra
executada por esses homens na construção do tabernáculo não só deram prazer
estético, mas um padrão físico no coração do acampamento que serviu para
restabelecer expressões concretas da ordem e glória do Criador e suas intenções
em prol de sua criação”.
O ESPÍRITO SANTO EM SAUL E DAVI
- Agora, veremos a
operação do Espírito no período monárquico de Israel. Vejamos:
A - O ESPÍRITO SANTO EM SAUL:
AUTORIDADE PARA GOVERNAR.
No tempo em que Israel
pediu um rei, Deus lhes deu Saul, um moço distinto pela sua aparência física.
Embora não fosse esta a vontade de Deus , o Senhor atendeu ao Seu povo e
preparou o novo rei para o trabalho, enviando sobre ele o Seu Espírito. Quando
Samuel anunciou a Saul que este seria o rei de Israel , disse: "O Espírito do
Senhor se apossará de ti, e profetizarás..." (1Sm. 10.6). Lemos também:
"o Espírito do Senhor se apossou de Saul, e ele profetizou..." (1Sm.10.10).
Nas relações entre o
Espírito Santo e Saul destacam-se duas lições sobre a importância da presença do
Espírito, relacionadas ao êxito de um homem em qualquer trabalho feito para
Deus:
1 -
As vitórias de
Saul - Como motivo básico das
vitórias de Saul, ocorreu algo em sua vida que nos parece corresponder ao poder
santificador e transformador do Espírito no Novo Testamento, demonstrando nestas
palavras: "Tu serás mudado em outro homem" (1Sm.10.6). A transformação de
uma vida é, sem dúvida, uma das mais notáveis evidências da presença do Espírito
Santo e de Sua habilitação do homem natural para um trabalho espiritual.
Saul foi inspirado pelo
Espírito a incitar Israel e Judá contra os amonitas. "O Espírito de Deus se
apossou de Saul". (1Sm.11.6) e o resultado foi uma vitória espetacular sobre
os inimigos do povo de Deus: "Os sobreviventes se espalharam, e não ficaram
dois deles juntos". (1Sm.11.11).
2 -
As derrotas de Saul
- Descritas em 1Sm. 13.8-18 e em 1Sm.15:7-31, podemos comprovar
o que está escrito em Zc.4:6 - “Não por força , nem por poder, mas pelo meu
Espírito".
O Espírito do Senhor
retirou-se de Saul , depois que o rei obstinado desobedeceu à ordem de Deus
(1Sm.15:18,19). Daí em diante, a vida de Saul, quer como rei, quer como
guerreiro, foi marcada por insucessos e derrotas, até ao fim. O que aconteceu se
explica nestas palavras: "Tendo-se retirado de Saul o Espírito do Senhor..."(1.Sm
16.14). Embora permanecesse no trono e tivesse o apoio de um exército bem
treinado, continuava regredindo aceleradamente até ao trágico fim na batalha de
Gilboa (1Sm. 31.4-6).
B - O ESPÍRITO SANTO EM DAVI
1Sm.16.13
- “Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e,
daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apossou de Davi”.
Davi foi indicado por
Samuel como sucessor de Saul, no reino de Israel "e daquele dia em diante o
Espírito do Senhor se apossou de Davi..." (1Sm.16.13). Então , esse homem
segundo o coração de Deus (At 13.22), estava apto a guiar sabiamente o seu povo
pelo caminho do sucesso, triunfando contra todos os seus inimigos . Embora jovem
na idade, era homem de idéias amadurecidas e atitudes elevadas. Para tanto, fora
habilitado pelo Espírito de Deus, e Davi era cônscio disto. Quando pecou, sentiu
que Deus retirava dele o Seu Espírito. Não se conformou. Não seguiu o exemplo de
Saul. Não tentou ocultar o seu pecado. Não procurou restabelecer-se pela força.
Ao contrário, orou humildemente: "...Nem me retires o teu Espírito Santo..."
(Sl 51.11).
O ESPÍRITO
SANTO NOS JUÍZES DE ISRAEL
- O Espírito do Senhor veio, também, sobre muitos dos juízes, tais como Otniel:
Jz 3.9,10
- “Clamaram ao SENHOR os filhos de Israel, e o SENHOR lhes suscitou
libertador, que os libertou: Otniel, filho de Quenaz, que era irmão de
Calebe e mais novo do que ele.10 Veio sobre ele o Espírito do SENHOR, e
ele julgou a Israel; saiu à peleja, e o SENHOR lhe entregou nas mãos a
Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia, contra o qual ele prevaleceu”.
Também sobre Gideão:
Jz.6.34
- “Então, o Espírito do SENHOR revestiu a Gideão, o qual tocou a
rebate, e os abiezritas se ajuntaram após dele”.
Igualmente sobre Jefté:
Jz.11.29
- “Então, o Espírito do SENHOR veio sobre Jefté; e, atravessando este
por Gileade e Manassés, passou até Mispa de Gileade e de Mispa de Gileade passou
contra os filhos de Amom”.
E, por fim, sobre Sansão:
Jz.14.5,6
- “Desceu, pois, com seu pai e sua mãe a Timna; e, chegando às vinhas de
Timna, eis que um leão novo, bramando, lhe saiu ao encontro.6 Então, o
Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que ele o rasgou como
quem rasga um cabrito, sem nada ter na mão; todavia, nem a seu pai nem a sua mãe
deu a saber o que fizera”.
Jz.15.14
- “Chegando ele a Leí, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando; porém
o Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que as cordas que
tinha nos braços se tornaram como fios de linho queimados, e as suas amarraduras
se desfizeram das suas mãos”.
O ESPÍRITO SANTO NOS PROFETAS
- Uma das marcas do poder do
Espírito Santo nos profetas, naqueles dias do Antigo Testamento, era que
profetizavam ou pregavam a mensagem de Deus, especificamente para os seus dias e
sua geração. Deus ungiu a homens escolhidos para Seu ministério e estes homens
eram tomados pelo Espírito de Cristo, e eram por Ele movidos a anunciar a
palavra do Senhor. (1Pe 1:11; 2Pe 1:21).
Ezequiel descreveu a
sua experiência de modo semelhante à de um crente no Novo Testamento ; "Então
entrou em mim o Espírito, quando falava comigo..." (Ez 2.2).
Ez 3.24 -
“Então, entrou em mim o Espírito, e me pôs em pé, e falou comigo, e me disse:
Vai e encerra-te dentro da tua casa”.
Compare com At.11.15
- “Quando, porém, comecei a falar, caiu o Espírito Santo sobre eles, como
também sobre nós, no princípio”.
O ministério de Ezequiel
caracterizou-se e pela apresentação dramática de Deus em forma de pantomima, de
maneira a despertar a consciência adormecida do povo. Veja como Ezequiel era
cheio do Espírito:
Ez 3.12,14
- “Levantou-me o Espírito, e ouvi por detrás de mim uma voz de grande
estrondo, que, levantando-se do seu lugar, dizia: Bendita seja a glória do
SENHOR”. “14 Então, o Espírito me levantou e me levou; eu fui amargurado na
excitação do meu espírito; mas a mão do SENHOR se fez muito forte sobre mim”.
Ez.8.3
- “Estendeu ela dali uma semelhança de mão e me tomou pelos cachos da cabeça;
o Espírito me levantou entre a terra e o céu e me levou a Jerusalém em visões de
Deus, até à entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o norte, onde
estava colocada a imagem dos ciúmes, que provoca o ciúme de Deus”.
O Espírito Santo operou
na vida dos profetas de três modos:
A - Trabalharam e Agiram no Poder do
Espírito Santo: À
semelhança de outros profetas, Elias e Elizeu ministraram em épocas de crise
espiritual nacional. Só o Espírito de Deus lhes poderia proporcionar vitória
contra os poderes malignos que atuavam especialmente nas vidas dos reis ímpios
dos seus dias.
Os feitos miraculosos
desses dois profetas do Senhor eram resultados da operação do Espírito Santo ao
transportar Elias de um lugar para outro. Depois que o profeta foi arrebatado,
queriam procurá-lo, pensando; "...pode ser que o Espírito do Senhor o tivesse
levado e lançado nalgum dos montes, ou nalgum dos vales". (2Rs. 2:16).
Elizeu reconheceu que
era o Espírito de Deus na vida de Elias como o motivo de poder que caracterizava
o seu ministério. Por isso, pediu-lhe como favor último, que lhe concedesse uma
"porção dobrada do seu espírito".
B. Na Pregação da Palavra Falada:
A palavra que pregavam
foi produzida pelo impulso da divina inspiração. Pedro disse que os profetas
'... falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo". ( 2.Pe. 1.21 ).
Paulo também nos ensina isso, em 2Tm. 3:16,17 - “Toda a Escritura é
inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção,
para a educação na justiça,17 a fim de que o homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente habilitado para toda boa obra”.
Resumindo, no Antigo Testamento a maior qualificação para a liderança era
a presença do Espírito de Deus.
3.2.1.5 - EM
RELAÇÃO À CAPACITAÇÃO DO HOMEM PARA SERVIÇOS ESPECIAIS - OS DONS DE DEUS
Calvino (1509-1564) entendia que a arte e as demais coisas que servem ao uso
comum e conforto desta vida são dons de Deus; portanto, devemos usá-las de forma
legítima a fim de que o Senhor seja glorificado. Quanto mais o homem
se aprofunda nas “artes liberais” e investiga a natureza, mais se aproxima “dos
segredos da divina sabedoria”. Ainda que as artes não tenham poder
redentivo, e, a bem da verdade, não é este o seu propósito, elas contribuem para
temperar a nossa vida com mais encanto e beleza. Sendo olhada pelo ângulo
correto, as artes devem nos conduzir a glorificar a Deus, o Senhor de toda
criação.
Bavinck (1854-1921) escreve de modo magistral, mostrando que a arte provém de
Deus:
“A arte também é um dom de Deus. Como
o Senhor não é apenas verdade e santidade, mas também glória, e expande a beleza
de Seu nome sobre todas as Suas obras, então é Ele, também, que, pelo Seu
Espírito, equipa os artistas com sabedoria e entendimento e conhecimento em todo
tipo de trabalhos manuais (Ex 31.3; 35.31). A arte é, portanto, em primeiro
lugar, uma evidência da habilidade humana para criar. Essa habilidade é de
caráter espiritual, e dá expressão aos seus profundos anseios, aos seus altos
ideais, ao seu insaciável anseio pela harmonia. Além disso, a arte em todas as
suas obras e formas projeta um mundo ideal diante de nós, no qual as discórdias
de nossa existência na terra são substituídas por uma gratificante harmonia.
Desta forma a beleza revela o que neste mundo caído tem sido obscurecido à
sabedoria mas está descoberto aos olhos do artista. E por pintar diante de nós
um quadro de uma outra e mais elevada realidade, a arte é um conforto para nossa
vida, e levanta nossa alma da consternação, e enche nosso coração de esperança e
alegria.”
A
plenitude do Espírito Santo, aqui, não é exatamente a mesma coisa que o batismo
no Espírito Santo no NT. No AT, o Espírito Santo vinha sobre uns poucos
indivíduos selecionados para servirem a Deus de modo especial, e os revestia de
poder:
Êx. 31.3
- “3 e o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de
conhecimento, em todo artifício”.
3.2.1.5.A - A
ação do Espírito de Deus associada à vida intelectual dos homens
No Antigo Testamento encontramos, com freqüência, a ação do Espírito
associada à vida intelectual de diversos homens. Destacamos, a seguir, alguns
exemplos bíblicos:
Jó 32.8 - “Na verdade, há um
espírito no homem, e o sopro do Todo-Poderoso o faz sábio”.
Jó. 35:10-11 - “Mas ninguém
diz: Onde está Deus, que me fez, que inspira canções de louvor durante a noite,
que nos ensina mais do que aos animais
da terra e nos faz mais sábios do que as aves dos céus?”.
Nm 11.17
- “Então, descerei e ali falarei contigo; tirarei do Espírito que está sobre ti
e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu
somente”.
Nm. 27.18-21 - “27 Disse o SENHOR a
Moisés: Toma Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe-lhe as
mãos;19 apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação;
e dá-lhe, à vista deles, as tuas ordens.20 Põe sobre ele da tua autoridade,
para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel.21 Apresentar-se-á
perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo do
Urim, perante o SENHOR; segundo a sua palavra, sairão e, segundo a sua palavra,
entrarão, ele, e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação”.
Dt 34.9 - “Josué, filho de Num,
estava cheio do espírito de sabedoria, porquanto Moisés impôs sobre ele as mãos;
assim, os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o SENHOR ordenara a
Moisés”.
Conforme podemos observar nos textos acima, O Espírito Santo é o autor de toda
vida intelectual e artística; n’Ele temos o sentido do belo e sublime como
expressão da santa harmonia procedente de Deus, que é perfeitamente belo em Sua
Santidade.
3.2.1.6 - EM
RELAÇÃO À CONSCIÊNCIA DE QUE O ESPÍRITO SANTO DESEJAVA GUIAR AS PESSOAS NO
CAMINHO DA RETIDÃO
Havia, ainda, uma consciência no AT de que o Espírito desejava guiar as pessoas
no terreno da retidão. Davi dá testemunho disto em alguns dos seus salmos:
Sl.51.10-13
- “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito
inabalável. 11 Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo
Espírito.12 Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um
espírito voluntário.13 Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e
os pecadores se converterão a ti”.
Sl.143.10
- “Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom
Espírito por terreno plano”.
O
povo de Israel, que seguia o seu próprio caminho ao invés de ouvir a voz de
Deus, recusava-se a seguir o caminho do Espírito:
Gn.16.2
- “disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos;
toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E
Abrão anuiu ao conselho de Sarai”.
Os que deixam de viver pelo Espírito de Deus experimentam, inevitavelmente,
alguma forma de castigo divino:
Dt.1.26
- “Porém vós não quisestes subir, mas fostes rebeldes à ordem do SENHOR,
vosso Deus”.
Nm. 14.29
- “Neste deserto, cairá o vosso cadáver, como também todos os que de vós
foram contados segundo o censo, de vinte anos para cima, os que dentre vós
contra mim murmurastes”.
4. EVIDÊNCIAS
NO ANTIGO TESTAMENTO QUE DESCREVEM A RELAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO COM JESUS:
Em várias ocasiões, os profetas falaram a respeito do papel que o Espírito Santo
desempenharia na vida do Messias. Isaías, em especial, caracterizou o Rei
vindouro, o Servo do Senhor, como uma pessoa sobre quem o Espírito de Deus
repousaria de modo especial:
Is.11:2
- “Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de
entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento
e de temor do SENHOR”.
Is.42.1
-
“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se
compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os
gentios”.
Is.61:1-3
- “O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu
para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de
coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;2
a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a
consolar todos os que choram 3 e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma
coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em
vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça,
plantados pelo SENHOR para a sua glória”.
Quando Jesus leu as palavras de Isaías 61:1-3, em Nazaré, cidade onde morava,
terminou dizendo: "Hoje, se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos" (Lc
4.21).
5 - NOMES QUE
DESCREVEM A RELAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO COM OS HOMENS:
5.1
- ESPÍRITO DE JUSTIÇA E ESPÍRITO PURIFICADOR – Is 4:4 - “quando
o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião e limpar Jerusalém da culpa do
sangue do meio dela, com o Espírito de justiça e com o Espírito purificador”.
Mt.3:11 - “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que
vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de
levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”.
6 - PROFECIAS
NO ANTIGO TESTAMENTO QUE PREVIAM O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SOBRE A TOTALIDADE
DO POVO DE DEUS
Outras profecias do AT anteviam o período do derramamento geral do Espírito
Santo sobre a totalidade do povo de Deus. Entre esses textos, o de maior
destaque é Joel 2.28,29, citado por Pedro no dia de Pentecoste:
Joel 2:28,29 - “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito
sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos
sonharão, e vossos jovens terão visões; 29 até sobre os servos e sobre as
servas derramarei o meu Espírito naqueles dias”.
At. 2.16-18 - “Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do
profeta Joel:
17 E acontecerá nos últimos dias, diz
o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e
vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos
velhos;18 até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu
Espírito naqueles dias, e profetizarão”.
Mas a mesma mensagem também se acha em:
Is.32.15-17 - “até que se derrame
sobre nós o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar, e o pomar
será tido por bosque;16 o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no
pomar.17 O efeito da justiça será paz, e o fruto da justiça, repouso e
segurança, para sempre”.
Is.44.3,5 - “Porque derramarei
água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito
sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes;4 e
brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes das águas.5 Um dirá:
Eu sou do SENHOR; outro se chamará do nome de Jacó; o outro ainda escreverá na
própria mão: Eu sou do SENHOR, e por sobrenome tomará o nome de Israel”.
Is.59.20,21 - “Virá o Redentor a
Sião e aos de Jacó que se converterem, diz o SENHOR.21 Quanto a mim, esta é a
minha aliança com eles, diz o SENHOR: o meu Espírito, que está sobre ti, e as
minhas palavras, que pus na tua boca, não se apartarão dela, nem da de teus
filhos, nem da dos filhos de teus filhos, não se apartarão desde agora e para
todo o sempre, diz o SENHOR”.
Ez.11.19,20 - “Dar-lhes-ei um só
coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de
pedra e lhes darei coração de carne; 20 para que andem nos meus estatutos, e
guardem os meus juízos, e os executem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu
Deus”.
Ez.36.26,27 - “Dar-vos-ei coração
novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e
vos darei coração de carne.27 Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que
andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis”.
Ez.37.14 - “Porei em vós o meu
Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então,
sabereis que eu, o SENHOR, disse isto e o fiz, diz o SENHOR”.
Ez.39.29 - “Já não esconderei
deles o rosto, pois derramarei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o
SENHOR Deus”.
Deus prometeu que, quando a vida e o poder do seu Espírito viessem sobre o seu
povo, os seus seriam capacitados a profetizar, ver visões, ter sonhos
proféticos, viver uma vida em santidade e retidão, e a testemunhar com grande
poder. Por conseguinte, os profetas do AT previram a era messiânica. E, a
respeito dela, profetizaram que o derramamento e a plenitude do Espírito Santo
viriam sobre toda a humanidade. E foi o que aconteceu no domingo do Pentecoste
(dez dias depois de Jesus ter subido ao céu), com uma subseqüente gigantesca
colheita de almas:
At.2.28,32
- “Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua
presença.29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do
patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre
nós até hoje.30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um
dos seus descendentes se assentaria no seu trono,31 prevendo isto, referiu-se à
ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo
experimentou corrupção. 32 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós
somos testemunhas”.
At 2.41-44
- “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um
acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.42 E perseveravam na doutrina
dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.43 Em cada alma
havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos
apóstolos. 44 Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum”.
At.13,44,48,49
- “No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de
Deus.48 Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do
Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.49 E
divulgava-se a palavra do Senhor por toda aquela região”.
7 - CONCLUSÃO
Assim, podemos
notar a presença do Espírito Santo no Antigo Testamento em todos os passos da
criação, quer das coisas animadas como das inanimadas. Conforme observamos ao
longo deste trabalho, constatamos a presença do Espírito Santo influenciando a
vida e o ministério dos líderes, profetas, juízes, etc. A Sua presença e o Seu
poder atingem a todo o universo. Porque o Espírito Santo é Deus. Ele é o mesmo
hoje como no passado. O Seu poder é de incalculável valor e de uma grande
necessidade para todos os crentes dos nossos dias.
Estes exemplos revelam o princípio divino que ainda perdura: quando Deus opta
por usar grandemente uma pessoa, o seu Espírito vem sobre ela.
Assim, queremos acreditar que atingimos nossos objetivos propostos ao início
deste trabalho, demonstrando, de forma inequívoca, a presença do Espírito Santo
no Antigo Testamento, de forma a contrapor os argumentos defendidos por aqueles
que ignoram ou buscam obscurecer tal realidade constante das Sagradas
Escrituras.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
01 – CRABTREE,
A.R. Teologia do Velho Testamento. Ed. JUERP, 5ª. Edição.
Rio de Janeiro – RJ, 1991.
02 -
FERGUSON, Sinclair B. O Espírito Santo, Editora Os Puritanos, São Paulo,
2000.
03 - COSTA,
Hermisten Maia Pereira. A Ação do Espírito no AT. Internet, site pessoal.
www.hermistenmaia.com.
04 - Calvino João.
As Institutas. Baker Book House Company, (Reprinted), Vol.I.Michigan, 1996.
05 - BAVINCK,
Herman. Teologia Sistemática, Ed. SOCEP, Santa Bárbara d’Oeste, SP,2001.
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